
De uma forma ou de outra, o transito tem de ser regulado, mas...
"Anónimo Anónimo disse...
@21:59
Toda a História da Civilização é a história da incessante luta do Homem na sua tentativa para alcançar o domínio sobre a Natureza. Até aos tempos mais recentes, para aí até à geração actual, foi assim.
Hoje, a Humanidade, ou pelo menos parte dela, já percebeu que não pode continuar a gastar e transformar desenfreadamente os recursos naturais, ignorando as consequências suicidárias desse acto.
O terceiro calhau a contar do Sol tem prazo de validade, não é eterno, e esse facto só nos aconselha a fazer uma gestão cuidadosa dos haveres patrimoniais que cá existem, garantindo a sua continuidade para que os que hão-de vir, afim de que estes não nos acusem mais tarde de termos sido egoístas, inconscientes, lerdos, etc.
Desse inventário patrimonial da Terra faz parte tudo aquilo que ao longo de milhões de anos, as forças da Natureza foram moldando e que, só muito recentemente, o Homem foi adaptando à sua conveniência.
O valor da paisagem natural procede, portanto, quer do seu carácter intemporal face ao período de uma vida humana, quer da irrefutabilidade da sua totalidade organizada ou, ainda, da impossibilidade de ser criada pelo próprio Homem. Este, mestre e senhor de (quase) tudo o que existe, possuidor de uma máquina extraordinária chamada Pensamento, desde que disso há conhecimento, intervém com a sua acção no meio ambiente circundante, estabelecendo colónias e acomodando-o à sua escala. É a humanização: fez do melhor e do pior que há, como bem se sabe.
E o que tem toda esta conversa a ver com um obelisco metálico que, visto do local donde foi tirada a foto, parece presidir à espacialidade em questão, sob a forma de sinal que proíbe estacionar no meio de um descampado?
Tudo e nada.
Há pessoas que olham para o Mundo como ele é, e perguntam: Porquê?
Outras olham para o Mundo como ele devia ser e também perguntam porquê.
Estamos certos da piedosa intenção que determinou a sua origem. Todavia, ela não desculpa a ofensa à integridade paisagística de um sítio. Mais do que prevenir engarrafamentos ou perigos para a circulação automóvel, ele é, para olhares mais vernáculos, um sinal daquela atitude que continua ainda a necessitar de afirmar a presença humana no território duma forma tão vitoriosa e dominadora, quão insensível e caricata.
Disseminar pegadas tecnológicas por esse campo fora, como é o caso de sinais de trânsito, vedações, postes e linhas eléctricas e de telecomunicações, apesar da eminência da sua utilidade, contribui bastante para degradar as paisagens naturais.
Podiam e deviam ser encontradas outras soluções alternativas, caso a abordagem ecológica do Planeamento fosse tida em conta.
Nota: Toda e qualquer demonstração do erro deste raciocínio será bem vinda e devidamente aleluiada."
(Pode ver
AQUI.)