
A semana passada, numa sala de literatura, um Professor de literatura sustentava que não há arte se não há nenhuma habilidade, e que também sem a contribuição de tantas pessoas, pequenas que sejam, mas significantes, a poesia inevitavelmente morre.
Será que o que lhe envio é uma contribuição pequena?. Talvez. Mas para mim é muito significativa.
A autora é uma amiga que conheci através Web. Gostava de dedica-la de modo especial aos que gostavam de um pouco mais de silêncio na sua vida.
Irene
"Preciso de silêncio
como você que lê com o pensamento
não em voz alta.
O som da minha própria voz
agora seria barulho.
Não palavras, mas só barulho perturbador
que me distrai do pensar.
Preciso de silêncio.
Saio pelas ruas e as mesmas pessoas
que conhecem o meu reportório,
desorientadas pelo meu rápido Bom Dia,
talvez pensem que estou com pressa.
No entanto eu só preciso de silêncio.
Tanto falei, falei muito; chegou o tempo de calar
para apanhar os pensamentos
felizes, tristes,doces, amargos.
Tem tantos desses dentro de nós.
Os verdadeiros amigos, poucos, apenas um?
sabem como também escutar o silêncio,
sabem esperar, entender.
Quem de mim ouviu tantas palavras
e não quer mais ouvir,
tem nessecidade como eu de
silêncio."
(Giovanna Amenta)