sábado, 1 de agosto de 2015

TER OU NÃO TER...BIGODE

Há perto de quarenta anos que uso bigode. Motivado por uma pequena cirurgia, tive que cortar o meu querido bigode. Mas como o que tem de ser tem muita força, fui para o altar de sacrifício sem problema de maior. Durante o ritual mantive a cara coberta de espuma, talvez para que tal sacrilégio não fosse tão visível. Quando me pareceu que a missão estava concluída, retirei a espuma e enfrentei aquele tipo que me aparecia pela frente: Quem és tu, pá?? Claro que não havia mais ninguém naquele espelho. Não sei exactamente o que senti perante o meu novo look. Mas acho que senti alguma nudez.
Desci a escada sem me lembrar da minha mulher. Quando entrei na cozinha, ela gritou enquanto pegava no cabo da vassoura: Oh marido !!!! anda cá que entrou um maltês na nossa casa !!!
Claro que estava a gozar comigo, mas senti claramente a falta de algo que fazia parte de mim.
Claro que tudo isto tem uma importância muito relativa, mas não há dúvida que o homem é um animal de hábitos, e alguns são difíceis de perder, mesmo quando podem ser apenas numa situação transitória..

sexta-feira, 26 de junho de 2015

SONHOS

Esta noite sonhei que tinha imigrado. Sonhei que tinha abandonado esta terra que estão a tornar doente, e sem oportunidades de trabalho para os filhos deste povo. Não entendi muito bem os motivos da partida. Já não tenho idade para aventuras e, infelizmente, já nem poderia "voltar para os braços da minha mãe". Então porque deixava as minhas tradições, as minhas raízes e a minha família? É certo que esta terra começa a ter tanto de amada como de amarga, mas porque teria de deixar o meu cantinho? A ideia de conseguir uma situação financeira mais sólida, capaz de ajudar a minha família, parecia dar-me algum conforto. Mas não tem o homem o direito de nascer, viver e morrer na sua terra?.
Acordei antes de obter qualquer resposta para as minhas dúvidas. Aliás, dúvidas foi tudo o que sobrou deste estranho sonho.

Imagem Letras.mus.br

domingo, 21 de junho de 2015

Chegou o Verão

" O Verão, que sonho perto, vai trazer para mim, eu sei de certo, aquilo que este agora veio tirar."

Começou o Verão. Os dias começam a ficar mais pequenos, e as noites maiores.
E a esperança? Qual o tamanho da nossa esperança?. Julgo que ela será sempre do tamanho da nossa disposição para não perdê-la.
"O mundo é uma bola de algodão que está na nossa mão fazer voar"

(Imagem Blogdorico)

sábado, 18 de abril de 2015

LEMBRANÇAS COM SAUDADE

Ás vezes da-me nisto de passar para o papel algumas das minhas divagações pelo interior das minhas memórias. Gostava de ser como aquelas pessoas que nunca olham para trás, que do passado tratam os museus e para a frente é que é caminho. Mas não sou assim e não me consigo libertar deste saudosismo, como se tivesse deixado algo lá atrás por resolver.
Claro que o futuro me desperta alguma ansiedade , pois ainda tenho muitas coisas que me esperam, e do alto dos meus 62, ainda avisto muito caminho para percorrer. Mas não consigo cortar esta ligação umbilical aos tempos que ficaram para trás, nem fechar a caixinha das lembranças. Talvez porque tenho dificuldade em aceitar esta vida stressante que nos impõe regras e leis que nos empurram para guetos de rede e arame farpado e nos proíbe de por pé fora da estrada. Estou farto de convenções da treta, sempre a vigiar e controlar o meu comportamento, a julgar-me e a colocar-me etiquetas.
Tenho saudades do tempo em que o fato sujo pelo trabalho não incomodava ninguém, e era sinónimo que se fazia pela vida. Tenho saudades do tempo em que todos nós era-mos mais amigos, mais leais e solidários e nos protegíamos uns aos outros. Tenho saudades do meu tempo de menino, das calças rotas e joelhos esfolados, das sapatilhas desfeitas de tanto travar a bicicleta que era de um, mas todos usavam, de subir ás árvores e banhar-me todo nu na presa de rega, de soltar as galinhas mas ter que as guardar, de mudar a cabra para melhores ervados e dar de comer ao porco. Tenho saudades de fazer os trabalhos da escola à luz do candeeiro a petróleo, dos serões em casa dos vizinhos, e tenho uma enorme saudade dos amigos que nunca mais vi.
Tudo isto visto à luz dos dias de hoje, é uma enorme patetice. Mas alguém pode garantir que as coisas que vivemos à luz dos dias de hoje, mais que uma patetice, não são um drama?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

MÊS DAS MIGAS EM MORA

Ontem, o meu Paulinho teve o bonito gesto de convidar pai e a mãe para jantar fora. Claro que o convite foi aceite de imediato. A ideia era fazer jus ao mês das migas
Escolhemos um dos mais conceituados restaurantes do Concelho. A ementa das migas não surpreendeu. Diria mesmo que não correspondeu ás expectativas. Acabamos por escolher duas doses para três: migas de espargos e secretos de porco com batata frita, arroz e esparregado. Para beber, água para a Maria e vinho da casa para os homens. Como entradas foram servidos um pires de torresmos, gostosos mas um pouco duros, um pires de azeitonas demasiado moles, mas bem gostosas, um pires de enchidos diversos ás rodelas, ainda quentes e bem bons e um pirs de uma espécie de salada com cogumelos, espargos e gambas com ovos, que estava deliciosa. O vinho era mesmo muito bom, a água não provei mas acredito que não estava má.
De seguida foram servidas as doses solicitadas. Os secretos estavam bons mas a quantidade era para o lado do poucochinho. Nada parecido com os que me foram servidos na feira de S.João, na barraca dos Forcados de São Manços, cozinhados pelas mães dos forcados. Alem de simplesmente fantásticos, veio carne para 15 dias. As migas de espargos, foram uma desilusão. Quase uma fraude. Fazer migas de espargos sem espargos, pode ser uma arte, mas é também uma falcatrua. A carne do alguidar tinha bom aspecto e era macia e gostosa, mas nada comparado com a frijoca das tradicionais matanças, cozinhadas pelas mulheres do povo.
Para a sobremesa, o Paulo escolheu o seu doce favorito e que eu não me lembro o nome, mas é uma base de bolacha, uma camada de requeijão e uma camada de uma calda vermelha que acho que era morango. suponho que aquilo é para ser servido tipo gelado, mas vinha mole e a camada de bolacha era tão dura que precisava de uma moto-serra para a cortar. Enfim!!!!! uma desilusão. O café sim, era muito bom.
A Câmara faz um enorme esforço para promover o mês das migas. Ora este esforço tem certamente custos, cujo retorno para o concelho depende da forma profissional e responsável dos principais interessados, os empresários da hotelaria local, encarem este certame, que para alem deste período promocionado, pode ser rampa de lançamento para a conquista de mercado no resto do ano.
Todos temos dias menos bons, e eu já fui muito bem servido naquele local, mas atenção; Neste período as migas mal servidas de uns, atingem todos.

sábado, 10 de janeiro de 2015

CAMINHADAS COM BURROS

Decididamente hoje perdi a cabeça, Ao virar da ultima badalada das oito da matina, já eu punha os calcantes fora de casa, e a passo marcado e apressado dei inicio á saudável intenção de fazer uma caminhada matinal, mas daquelas de longo curso e que me fizesse perder algumas calorias, fruto da minha desleixada educação alimentar, mesmo sabendo que tudo o que é bom é ilegal, imoral ou engorda, como dizia uma canção espanhola dos meus tempos de Sevilha. Mas importante mesmo é desenferrujar as velhas dobradiças deste esqueleto obsoleto que já me dá mais chatices que as que eu gostaria.
Saio em direção à rotunda do colégio, e já fora dos terrenos da che Morense ensaio uns passos de corrida sob o olhar sorridente de algumas pessoas que a essa hora se encaminham para o cemitério para cuidar das campas dos seus ente queridos. Rapidamente desisto de tão louvável esforço, opção forçada por um súbito cansaço, aliás já previsível. Pessoa amiga acusa-me de “fracote”, ao que eu respondo que não se trata nada disso, mas apenas de a estratégia que eu escolhi na ocasião. Claro que não o convenci, mas pelo menos não dei parte de fraco.
Tomo a direção da rotunda sul, que bem poderia chamar-se de rotunda da unidade concelhia, já que na estrutura ali existente estão representadas todas as freguesias do concelho.
Aí chegado tomo a direção de Brotas. Um pouco mais à frente e do lado direito, deparo-me com um numeroso grupo de burros, mas burros mesmo. Aproximo-me e meto-me com eles. Corto uns ramos de acácia e ofereço-lhes como se de um manjar se tratasse. Eles olham-me longamente sem qualquer reação. Pelo seu olhar, acho que estou a fazer figura de parvo. Provavelmente ali o burro sou eu. Mas atiro-lhes com o ramo de acácia, eles são sete ou oito, mas nenhum se move. Desisto e sigo o meu caminho.
Várias pessoas conhecidas passam por mim no conforto dos seus carros Alguns apitam outros gritam “oh pá, isso é para correr. A passo lento não vás lá.” Pois não, mas não ligo às provocações, ponho um olhar de superioridade e escondo a vontade de voltar para trás. Mas assim que eles desaparecem no horizonte, volto mesmo para trás. Volto a aproximar-me dos burros, que talvez com medo que lhes oferecesse mais acácias, não esperam por mim e abandonam o local.
Continuo a fazer o caminho de regresso já com passo mais lento, e opto por passar pelo novinho em folha Bairro das Sesmarias, o Bairro mais jovem da cidade. Está bonito o bairro, e cada vez mais composto. Chegado ao Pavilhão Desportivo, viro à direita e tomo o trilho inicial. A ideia é terminar o meu passeio/caminhada, na zona de lazer da Che Morense. Ali chegado, tenho à minha disposição um verdadeiro ginásio ao ar livre. Faço alguns exercícios e dou por terminado a minha aventura matinal. Chego a casa cansado e com os pés gelados. Acho que vou acender a lareira, pese embora a manhã estar no seu inicio. O gato mete-se debaixo dos meus pés e mia desesperadamente, como se não comesse há quinze dias. Antes do lume vou tratar dele.
Para um verdadeiro aldeão como eu, para quem não há nada melhor que a terra, foi um bom inicio de manhã.

Bom dia Mora.


sábado, 3 de janeiro de 2015

UM PARAÍSO À BEIRA RAIA

Nesta busca dos idílicos recantos recônditos deste nosso chão, dei por mim na margem esquerda do nosso Raia, um pouco acima da ponte na agora zona de pesca desportiva.
Abstenho-me da movimentação piscatória e concentro-me na envolvência natural do local, onde desta vez a ação do homem não destruiu e antes potenciou este altar dos amantes da natureza. Ali tudo parece viver em harmonia, e as aves e animais que ali habitam não só aceitam a presença, como também as dádivas de pequenos peixes dos homens que ali passam horas em luta para capturarem o peixe que de seguida devolvem ao rio. O vento sopra o salgueiral que se move numa dança desordenada e sem fim. A passarada esvoaça chilreando, enquanto uma rã coaxa como que avisando de algum perigo, a lontra que se escapa por entre a mofeda serrada da outra margem. Nos bancos de cimento caiados de branco á sombra do salgueiral, dois jovens apaixonados beijam-se, talvez embalados por aquele ambiente tão propicio ao amor e á união entre o homem e a natureza.
Rousseau disse que a natureza fez o homem feliz, e foi a sociedade que o tornou miserável. Se é assim, talvez o homem devesse investir mais na natureza que na sociedade.
De repente dei por mim embalado nos odores e sons do local. Fechei os olhos e pude sentir tanta coisa inesperada: O sabor da saudade, o cheiro de tempos antigos, o gosto de tantas ausências, a lembrança de erros cometidos e a falta de resposta a perguntas que me embargam a vós.
Volto a abrir os olhos e acho que esta natureza em movimento só pode realmente ser compreendida por quem olha na disposição de ver para além do olhar dos olhos; ver com o olhar do espirito. Pena que nem sempre estejamos disponíveis para tais desprendimentos.
Einstein disse um dia que quando agredida, a natureza não se defende, só se vinga. Significa isto que este local tem sido tratado sem agressões? Acho que sim.

Bom dia Mora.

(Imagem PANORAMIO)


sábado, 27 de dezembro de 2014

RECUPERAÇÃO DA ANTIGA ESTAÇÃO, AVANÇA

Costuma dizer-se que quem não sabe de onde vem, nunca saberá para onde vai. Deve ser por isso que hoje me volto para o passado, mas um passado tornado presente.
Sem luzes natalícias nem ornamentações brilhantes, antes rodeada de máquinas em manobras e montões de terra de sobejo, a obra de recuperação da antiga estação da CP, mostra já uma face com evidentes sinais de nova vida, cada vez com menos cicatrizes nas paredes em renovação. Madeiras e telhados em avançado estado de prontidão, são já amostra do que será este pedaço de história viva recuperada, e montra do que no seu tempo foi um pedaço de modernidade. É essa memória que está de volta.
Cada vez são menos, mas por certo ainda muitos, os que se lembram da estação com vida própria, carruagens espalhadas pelas linhas que por ali se estendiam ao lado umas das outras, e até por certo, das viagens a Évora e das celebres paragens em Pavia, onde o cobrador, ele próprio, desmontava para fechar a passagem de nível, e que depois voltava a abrir após a passagem do comboio. Conta-se até, que certo dia numa dessas manobras o maquinista se esqueceu do cobrador, que simplesmente ficou em terra. Oxalá a história seja verdadeira, pois a história quer-se autentica.
Em breve a Estação recuperará o seu estatuto de “pessoa” importante, sem viajantes ao som do trofáfáfe, trofáfáfe, trofáfáfe, mas com viagem marcada para outros conhecimentos.
Ali mesmo ao lado, outras formas de viver o passado, vão ganhando vida através de uma estrutura que eu e outros esperamos para ver como vai ser tratado o nosso passado ancestral, visto à luz da modernidade e das suas tecnologias. Coisa estranha, isto de ir ao passado através dos olhos da modernidade.
Seja como for, acredito que esta terra e esta gente, pelo menos no que concerne ao que de si depende, vai tentando não perder o comboio (e este é metafórico) do futuro, pese embora todas as dificuldades que lhes surgem pela frente, num país onde quem manda. manda distribui o mal pelas aldeias, mas guarda o remédio para as conveniências da sua tribo.

“O mundo é uma bola de algodão que está na nossa mão fazer voar”

Feliz ano novo Mora.


sábado, 20 de dezembro de 2014

ESTE NATAL QUE NOS É IMPOSTO

Confesso que este sábado saí propositadamente para tentar encontrar inspiração para dar continuidade a estas minhas cronicas de sábado, mesmo sem saber se alguém se interessa por elas, e se dá ao trabalho de lê-las. Na verdade julgo que interessante mesmo é eu escrever para mim, exercitar o cérebro, pôr os neurónios a fazer ginástica, e ir alinhando algumas ideias, pois pensar e ter ideias é a melhor forma de estar vivo.
Por acaso ou não tanto, talvez de forma maquinal ou instintiva, lá fui eu a caminho da praça, por esta altura vestida de cores e motivos natalícios. Só que desta vez em vez de me focar na sua beleza natural permanente, e cénica de ocasião, dei comigo invadido de pensamentos que me levaram para a temática do Natal consumista e para as campanhas solidarias desta ocasião, como se os valores natalícios fossem letra morta no resto do ano.
É então que me questiono sobre este Natal tão sedutor, que apela à solidariedade ao mesmo tempo que me tenta convencer através de ornamentação brilhante e da manipulação social, a gastar o subsídio de Natal em supérfluas compras embrulhadas em papel de seda alusivo à época, em vez de o guardar para a hora de pagar o seguro da casa, do carro, do selo, do IMI e de outras obrigações que tais, como se fosse assim que se une uma família e se leva ao dialogo e ao entendimento.
A dádiva da solidariedade parece-me ser outra coisa, e fico sempre com a ideia de que este apregoado espírito de Natal, acaba sempre por servir mais o negocio do consumo desenfreado, que a causa dos mais precisados. Julgo que se deveria repensar o que é realmente importante no que diz respeito aos dignos valores morais da humanidade.
Mas tento afastar estas dúvidas que me assaltam, e concluo que acabei por não encontrar a tal inspiração que procurava.
Volto pensativo a casa, na certeza que neste Natal terei a minha consoada habitual, e tudo continuará na mesma, até ao dia em que nos ponhamos todos de acordo para um Natal todos os dias do ano.
Feliz Natal Mora.

sábado, 13 de dezembro de 2014

MORA É UM JARDIM

Esta semana fui por duas vezes passear ao nosso fantástico jardim. Nosso de todos nós, pela colaboração exemplar entre a SC da Misericórdia, proprietária do local, e o Município, entidade cuidadora daquele belo espaço.
Além da beleza natural que nos rodeia por todos os lados, qual ilha de beleza idílica que nem este outono invernoso consegue esconder, é extraordinário ouvir algumas histórias de vida, vindas dos idosos que por ali se juntam e recordam os seus tempos de radiosa juventude. Fiquei por ali a ouvi-los entre si, falarem do seu tempo de outros tempos, que não deste que praticamente os ignora. De facto a idade trás muita sabedoria e é pena que haja tão poucos interessados em aproveitar aqueles compêndios de experiência de vida, que tanto poderia ajudar os que acham que nunca vão envelhecer e jamais morrerão.
Mas também crianças por ali deambulam nas suas brincadeiras infindáveis, e que de vez enquanto se revoltam contra a mãe que teima em refrear as suas correrias, tudo em nome da roupa que não se quer suja, como se isso fizesse parte das preocupações das crianças.
Tudo isto me leva a pensar que de facto naquele pequeno espaço e ao mesmo tempo, estão reunidas as gerações que representam o princípio e o fim do ciclo que é a nossa passagem transitória por este minúsculo planeta perdido entre planetas, numa galáxia entre galáxias.
Entre estas duas gerações desenrola-se toda a azáfama dos que têm por dever cuidar de ambas, ao mesmo tempo que procuram eles próprios sobreviver perante um sistema que se abate sobre eles e sobre as suas liberdades, criando-lhes barreiras, em cujas subidas se vão esgotando as suas forças.
Mas voltando ao jardim, gosto de pensar que a presença tranquila e destemida da cegonha “Zulmira” no meio de toda esta movida, possa ser um sinal de que os homens, novos e velhos, e os outros seres viventes, ainda vão ocupar pacificamente o mesmo espaço, então tornado num mundo muito melhor.
Até lá, teremos de manter uma esperança ativa, sabendo que se nos recusam a felicidade, teremos que conquista-la.


Bom dia Mora.