Por muito que me custe, por vezes não consigo resistir à tentação de responder a quem de forma anónima questiona as minhas opiniões
Entendo que a opinião só é livre, só é credível e só acrescenta alguma coisa, se vier de quem esteja na disposição de responder por elas. Como pode alguém questionar a forma como penso, se não me dá a possibilidade de o olhar olhos nos olhos, saber quem é e reconhecer nele, ou não, o direito de me questionar?
Diz-me uma dessas sombras negras, que eu sou um Barão Vermelho. Barão Vermelho era uma figura da banda desenhada que representava um piloto nazi. Não conheço outro. Se isso pretende ter uma conotação política, não lhe reconheço razão. Sou um simples militante de base a quem nunca alguém concedeu qualquer privilégio. E isso afirmo-o publicamente e haja alguém que me prove o contrário.
Este resistente sem rosto, tem a alarvidade de comparar o seu anonimato cobarde com os resistentes anti fascistas que usavam a clandestinidade para se proteger do pidesco regime de então. Um atentado à memória de quem foi torturado, ou mesmo perdeu a vida numa luta heroica para que hoje nos possamos olhar olhos nos olhos.
Esta figura obscura faz crer que é alguém perseguido, provavelmente por responsáveis da Câmara, e que os seus interesses, sejam eles quais forem, podem ser prejudicados se manifestar de forma aberta, as suas opiniões. No entanto nunca clarificou essas insinuações.
Diz esta personagem fictícia que nunca vim a terreiro defender trabalhadores perseguidos na Câmara. Não assumo nem deixo que assumir se houve ou não trabalhadores perseguidos, mas sei ao que se refere, e saiba que fiz muito mais do que imagina. Se o meu contributo de nada valeu, foi porque a minha opinião não foi valorizada.
Sou uma pessoa aberta a todas as discussões, gosto de partilhar as minhas ideias, e sei que as dos outros são tão válidas como as minhas, e muitas vezes seguramente melhores. Mas só dou credito a pessoas reais. Pessoas como eu, com rosto, com nome e capazes de assumir a responsabilidade do que dizem, perante a sociedade organizada de que as PESSOAS fazem parte.
TERMO DE ABERTURA: Serve este Blog para nele depositar as minhas alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, glórias e frustrações. a que juntarei algumas opiniões, mas com fair-play, e sempre sem abdicar deste meu sentir de vermelha afeição. (Foto de José Caeiro)
domingo, 1 de maio de 2016
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
SARAMAGO e eu
“ Porém, cada dia traz com sua pena
sua esperança, ou será isto fraqueza do narrador, que de certo leu
tais palavras ou as ouviu dizer e gostou delas, porque vindo com a
pena a esperança, nem a pena se acaba nem a esperança é mais do
que isso...”
José Saramago, in Levantados do Chão
Saramago não é o discurso mais fácil
para mim. Não sou pessoa de fazer que percebo bem o que me deixa
dúvidas, só porque ler Saramago dá assim uma espécie de aureola
intelectual. Fazer de conta não é a minha praia. Mas como diz o
povo, no melhor pano cai a nódoa, aqui visto ao contrario, tipo de
repente fez-se luz. Este excerto de Saramago não me abriu novos
horizontes mas trouxe-me algum alivio; Afinal, e salvo as devidas
distâncias, não sou só eu que tenho momentos de fraqueza em
relação à perda de esperança e falta de crer no futuro deste
povo, mesmo levando em conta as distancias temporais. Também fiquei
a saber que é aceitável (mesmo que seja uma fraqueza) que se use no
que escrevemos, ideias, conceitos e palavras que lemos ou ouvimos a
outros, e cuja identidade a nossa memória perdeu ou nunca conheceu.
Há ideias inspiradoras que se tornam património de todos, e que completam as nossas próprias ideias. Mas
não podendo identificar os seus autores, como podemos usa-las sem
parecer que estamos a fazer um uso indevido delas?. Devemos dizer que
não são da nossa lavra, mesmo que o contexto onde estão inseridas
seja nosso?
sábado, 9 de janeiro de 2016
MARCELO À RASCA
A mascara começa a escorregar, e sem a protecção de um sistema bem urdido e atuante, já tinha caído. Não será fácil, mas acredito que bem abanado, o palácio dos privilegias acabará mesmo por ruir.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
O VELHO DO QUADRO.
O VELHO DO QUADRO
Aquela galeria estava cheia de quadros;
Castelos, pontes, barcos, bailarinas e até mulheres remi-nuas, entre
outros de formas estranhas que eu não entendo. Mas um deles, meio
escondido a um canto, representava um velho com evidentes sinais de
sofrimento estampados no rosto. Reparei que ninguém reparava no
quadro do velho sofrido. As pessoas comentavam e olhavam com ar
entendido. Mas o velho sofrido, solitário, abandonado e encarcerado
entre as ripas daquele quadro, apenas merecia indiferença e
desinteresse. Pus-me então a pensar que talvez a velhice não seja
arte que mereça a atenção daqueles intelectuais entendidos na
ciência de representar através da pintura. Ou será alguma
hipocrisia, egoísmo ou mesmo algum complexo de culpa que os obriga a
desviar o olhar? Aquela gente tão plena de sabedoria sobre tela, não
tem velhos na família? Ou simplesmente não pensam chegar a velhos?.
Na verdade, com todo este alheamento,
com toda esta indiferença chega a parecer-me que eles não sabem que
naquela galeria onde entraram como entendidos, eles apenas se
movimentam como sonâmbulos, espantalhos a tentar afastar os seus
próprios fantasmas, fazendo-se passar por algo que lhes dê a
sensação de que estão vivos mas não velhos.
Aníbal Lopes
Jan/16
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
ASSÉDIO
Sim, isto é uma acusação pública, e estou pronto para assumir o que afirmo
domingo, 4 de outubro de 2015
MESAS DE VOTO
Estava eu tranquilamente a ver as
noticias desportivas on-line quando a Maria, com a autoridade própria
de quem manda cá em casa me ordenou: “acabou-se o gás. Vai buscar
uma garrafa”. Sem alternativa, dei corda aos sapatos e fui cumprir
a ordem. Já que tinha de sair de casa, aproveitei para na mesma
volta ir cumprir o meu dever cívico. A movimentação estava
razoável e deparei-me com uma mudança: a minha mesa de voto não
era a mesma. Eu que comecei na 3 e fui subindo até à 1, voltei
agora à 2. Devo estar a ficar mais novo. Se calhar ainda vou parar à
mesa dos “gaiatos”.
Toda aquela azafama não me é
estranha. Há muitos anos que participo nesta parte do processo
eleitoral. Por opção e porque há que dar lugar aos novos, hoje
fiquei de fora. Um dever que costuma ser físico e cívico, desta vez
ficou-se só pelo último. Mas que senti que gostaria de estar ali,
senti. Aquilo faz-nos sentir que fazemos parte da democracia, que nós
cidadãos somos a democracia. É por isso que jamais serei capaz de
compreender os que ficam em casa. Ficar em casa, abstermo-nos de
participar na vida colectiva do país, é como não assumir a
responsabilidade de gerir a nossa própria casa.
Antes e depois de votar, cumprimentei
todos aqueles amigos que ali estavam a prestar um serviço ao seu
povo
Hoje, eles são as pessoas mais
importantes da Nação.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Descubra agora quem planta Milho Transgénico no seu Concelho
Proteja a sua famìlia.
Informe a sua Comunidade.
O milho trangénico é acompanhado de pesticidas comprovadamente cancerígenos.
DESCUBRA AQUI QUEM OS PRODUZ NO SEU CONCELHO.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
O DEBATE QUE VAI BATER NO MESMO
Espero que este povo não tenha perdido a esperança, e que lhe reste ainda dignidade bastante para reduzir a cinzas os seus algozes.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
CONSCIÊNCIA NAUFRAGADA
Vamos lá transformar esta indignação em luta efectiva. Vamos lá apontar o dedo aos culpados destes crimes. Vamos lá dar nomes aos bois que fomentaram esta desgraça.
Quem está disposto a vir para a rua gritar?
Isso já é mais chato, não é?? Afinal, nem o nosso destino conseguimos mudar, como vamos mudar o dos outros?
sábado, 1 de agosto de 2015
TER OU NÃO TER...BIGODE
Há perto de quarenta anos que uso bigode. Motivado por uma pequena cirurgia, tive que cortar o meu querido bigode. Mas como o que tem de ser tem muita força, fui para o altar de sacrifício sem problema de maior. Durante o ritual mantive a cara coberta de espuma, talvez para que tal sacrilégio não fosse tão visível. Quando me pareceu que a missão estava concluída, retirei a espuma e enfrentei aquele tipo que me aparecia pela frente: Quem és tu, pá?? Claro que não havia mais ninguém naquele espelho. Não sei exactamente o que senti perante o meu novo look. Mas acho que senti alguma nudez.
Desci a escada sem me lembrar da minha mulher. Quando entrei na cozinha, ela gritou enquanto pegava no cabo da vassoura: Oh marido !!!! anda cá que entrou um maltês na nossa casa !!!
Claro que estava a gozar comigo, mas senti claramente a falta de algo que fazia parte de mim.
Claro que tudo isto tem uma importância muito relativa, mas não há dúvida que o homem é um animal de hábitos, e alguns são difíceis de perder, mesmo quando podem ser apenas numa situação transitória..
Desci a escada sem me lembrar da minha mulher. Quando entrei na cozinha, ela gritou enquanto pegava no cabo da vassoura: Oh marido !!!! anda cá que entrou um maltês na nossa casa !!!
Claro que estava a gozar comigo, mas senti claramente a falta de algo que fazia parte de mim.
Claro que tudo isto tem uma importância muito relativa, mas não há dúvida que o homem é um animal de hábitos, e alguns são difíceis de perder, mesmo quando podem ser apenas numa situação transitória..
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