TERMO DE ABERTURA: Serve este Blog para nele depositar as minhas alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, glórias e frustrações. a que juntarei algumas opiniões, mas com fair-play, e sempre sem abdicar deste meu sentir de vermelha afeição. (Foto de José Caeiro)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
CAMINHOS...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
CUMEADAS, O TREINADOR
O Cumeadas era para muitos, o melhor treinador que passara pelo bairro. Claro que nem todos pensavam o mesmo. Aliás, nem outra coisa seria de esperar. Lá por sermos um clube pequeno, tínhamos direito ás mesmas polémicas e falatórios dos grandes clubes.
Os que gostavam dele, diziam que a equipa praticava um futebol bonito e eficaz, os que não gostavam diziam que com aquele futebol o clube não ia a lado nenhum.
Os que gostavam dele, diziam que a equipa estava bem orientada, obtinha bons resultados, tudo fazia para trazer gente ao estádio, e até conquistava títulos, apesar da federação não apoiar o Clube, e das péssimas arbitragens, sempre em prejuízo do Clube.
Os seus detractores, achavam que ele apenas conquistava títulos menores, não tinha conhecimentos técnicos para a modalidade, afastava os espectadores do estádio, mantinha-se sempre em litigio com a federação, e alguns até propuseram que se muda-se para outro campeonato.
Certo dia, talvez farto de tanta injustiça, talvez por perder a paciência ou simplesmente por cansaço, anunciou que ia abandonar a modalidade.
A maioria ficou preocupada. Conseguiria o Clube arranjar alguém capaz de substituir um treinador competente, conhecedor da modalidade, e que sempre merecera a sua confiança?.
Outros porem, logo manifestaram a sua satisfação pala saída dum técnico que consideravam incompetente, autoritário e que só escolhia jogadores para algumas posições, normalmente erradas.
Todas as moedas têm duas faces e por incrível que pareça, podemos estar todos a olhar para elas, e ver coisas diferentes.
Confesso que sou suspeito, porque gosto do treinador. É um direito que eu tenho, da mesma forma que não contesto o direito dos que não gostam dele. Claro que não vou dizer que ele nunca falha, que usa sempre a táctica certa, ou que o seu modelo de jogo é perfeito. Não há tácticas cem por cento vitoriosas, nem se pode ganhar sempre.
Mas sempre acreditei na sua competência, honestidade e amor ao Clube. Ganhou muitos jogos, engrandeceu o Clube, e tentou sempre manter todos os atletas.
Acredito que o Clube vai escolher outro grande treinador, e desejo ao que sai, a maior sorte do mundo. Até sempre Mister.
domingo, 27 de setembro de 2009
ELEIÇÕES
sábado, 26 de setembro de 2009
ESCOLHER...
A promessa de mudar de vida
Feita esperança traída
Tornou-se o nosso fado.
Se te resta esperança na alma
Aproveita essa tarde calma,
Mas pensa bem, tem cuidado.
Qualquer Domingo à tarde
Quando chove ou o sol arde
É bom para um novo resultado:
Escolher com razão
Entre quem distribui o pão
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
OS BEATLES, MAIS FAMOSOS QUE CRISTO
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
QUALQUER SEMELHANÇA, NÃO É CUINCIDÊNCIA
Foi á Escola, e foi bom aluno.
Filho de mãe solteira, depressa aprendeu a viver com esse estigma, e a fazer-se respeitar. Muitas vezes teve de usar a força, e exebia orgulhosamente o rosto marcado por nodoas negras e escoriações várias. Mas criou o seu espaço.
Cedo começou a ganhar o seu pão. Foi dificíl, mas teve sorte. Caiu numa casa de gente do bem, onde lhe moldaram a personalidade, e lhe transmitiram codigos de honra, regras de comportamento e exemplos de vida, que foram vitais para a sua formação emquanto homem e cidadão.
Combateu em Africa, em nome de uma ilusão que não era sua. Mas gostou daquela terra e daquela gente. Em terra de Pretos, fêz bons amigos de todas as cores, e conheceu muitos filhos da "outra". Eram todos Brancos.
Foi um jovem de sucesso entre as mulheres. Casou por amor, e nasceram-lhe três filhos, em função dos quais continua a defenir as suas prioridades.
Ramiro pensa que é boa gente, bom Pai e bom Marido. Não se embebeda e entra cedo em casa. Ás vezes, até ajuda no lar, e defende a teoria de que em casa quem manda é a Mulher.
Não tem medo dos outros nem das dificuldades da vida, mas teme pelo futuro dos seus e do seu povo.
Já enfrentou a morte sem temor, mas é capaz de chorar perante uma cena dramática, ou a emoção de um reencontro.
Bem vistas as coisas, Ramiro é um sentimentalão.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O NOSSO CEREBRO, FAZ MARAVILHAS
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
lteras de uma plravaa etãso,
a unica csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
itso é poqrue nós não lmeo
cdaa ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloaa.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
DEBATE POLITICO
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
BUGALHÕES E FERROBISTAS
O Cainó teve conhecimento de que eu lhes queria contar um episódio histórico, e logo correu a convocar todos os amigos para o acompanharem.
Ao chegarem à barbearia, recebi-os com um sorriso aberto e bons conselhos: disse-lhes que a infância é uma idade maravilhosa e deve ser bem aproveitada. Perguntei-lhes se já conheciam a história dos bugalhões e ferropistas. Embora eles já tivessem ouvido falar dela, gostavam da maneira como as contava, pelo que responderam que nada sabiam.
Contei-lhes então que em tempos idos, parte da cidade era terra de bugalhões, e outra parte pertencia aos farrobistas. Cada uma das partes diferenciava-se pela forma de vestir e até pela alimentação. O que se comia num lado, não se comia no outro. De tal forma que qualquer forasteiro tinha que se limitar aos pratos da zona. Não encontrando nada que se cozinhasse no outro. Acontecia até que, sendo a câmara e as finanças num dos lados, os do outro lado não se atreviam a ir lá, pelo que tinham um intermediário, previamente aceite pelo outro lado, para tratar de todos os assuntos a realizar nessa área.
Quando, por engano ou atrevimento, alguém invadia a área contrária, era severamente castigado, e logo feito prisioneiro.
Após a devolução do prisioneiro, em campo neutro seguiam-se combates entre as facções. Fisgas, pedras e fundas, eram as armas utilizadas.
Quando se recuperava um prisioneiro, era logo rodeado pelos companheiros para saberem o que tinha visto do outro lado: coisas novas, obras e melhoramentos e também como se deixara apanhar.
Logo começava o combate com pedradas a torto e a direito, com vidros das janelas e candeeiros partidos. Havia sempre feridos a tratar no hospital. A batalha terminava com a chegada da guarda.
A história foi-se repetindo através dos tempos.
Certo dia, chegou aos terrenos dos farrobistas, um desconhecido que despertou a curiosidade e desconfiança nos naturais. O estranho perguntou pelo Sr. Sampedro antiquário, que era seu irmão. Encontrada a casa, entrou e lá se demorou muito tempo. O mesmo homem foi visto depois em terra de bugalhões, perguntando pelo Sr. Sampedro Alvanel, que era seu irmão. Encontrada a casa, por lá se demorou. O homem passou então a almoçar em terras de farrobistas, e a jantar e dormir em solo de bugalhões. Um dia, às portas de machede, subiu a um banco e falou às pessoas: disse-lhes que voltava à sua terra, vindo da América, e se admirava de ver a cidade dividida, e o povo da mesma raça a lutar pelos mais ridículos. De tal forma que tendo ele dois irmãos a viver em partes diferentes da cidade, estes não mantinham relações familiares, só para não romperem um pacto medieval.
Ora se na cidade viviam pretos e até amarelos, gente de outras cores e raças que eram respeitados pelas duas comunidades, porque não se estimavam a eles próprios, e mandavam às urtigas as rivalidades que só servem para alterar os bons costumes e desencadear ódios.
“Um país só evolui na unidade do seu povo” dizia o americano: acrescentando ainda: “para haver unidade tem de haver tolerância”. Numa das partes nascera o seu pai, na outra nascera a sua mãe, pelo que admirava ambos os bairros, e sentia cada um como seu. Propôs então que se encontrassem representantes dos dois bairros, para se fazer a paz.
De ambos os lados houve alguns protestos e ameaças, lembrando cada um dos lados, que ele estava comprometido com o outro lado.
Mas a semente da concórdia ficou lançada. Os combates terminaram, os raptos e provocações não aconteciam mais. Um bugalhão fugiu com uma farrobista, e foram casar a uma aldeia próxima. Um farrobista fugiu com uma bugalhoa, e foram casar à capela de uma quinta vizinha.
Nos jornais da cidade, o “americano” escrevia que já não havia bugalhões e farrobistas, mas um só povo e uma só língua, defendendo os mesmos interesses. E falou na vitória dos tolerantes e dos simples.
As bugalhoas casavam com farrobistas, as famílias uniram-se. Cresceu a fama da cidade. E aos poços, ano após ano, a terra purificou-se.
Às vezes é assim: uma frase inspirada vale um poema. De desavindos, passaram a ser irmãos uns dos outros. O “americano”, satisfeito por ter voltado à terra, pensou que já podia morrer descansado.