quarta-feira, 18 de abril de 2012

MUSICA NO RIO

 


















Programa para este ano do "Festival Musica no Rio. Os outros sons do Fluviario.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

GUERRA NA CAPOEIRA



Todos nós temos histórias incríveis para contar. O problema é encontrar quem as ache interessantes, e esteja disposto a ouvi-las.
Não deixa de ser curioso, que só depois de, como costumo dizer, dobrar o Bojador dos 50, é que nos vem a vontade de recordar.
Há ainda outra suma curiosidade: Podemos não nos lembrar do almoço do dia anterior, mas lembramo-nos de coisas passadas à “séculos”, mesmo quando estiveram esquecidas durante décadas.

Hoje vou contar uma pequena história que à época do seu acontecimento, me pareceu tremendamente humilhante, a tal ponto que a escondi muito tempo.
Acho que foi no ano em que entrei para a escola. Frequentemente eu ia de minha casa para a casa da minha avó. Pois na capoeira dos meus avós, havia um diabo à solta que infernizava as minhas chegadas perto do seu harém. Exactamente um pequeno Cócó, que para quem não sabe é um galo minúsculo, mas com a mania de que o Mundo lhe pertence. Pois bem, este Cócó, era ainda pior, e resolveu que eu era “persona non grata” no seu território. Assim que me avistava, corria para mim com a clara intenção de me engolir. Na verdade, ganhei-lhe tal medo, que sempre que chegava ao cabeço, gritava pela minha avó, que logo punha o galarispo em respeito.

Só que um dia, e há sempre um dia, entendi que era vergonhoso ter medo de um animal 50 vezes mais pequeno que eu. Tomei-me de brios e decidi: Hoje não chamo ninguém, nem vou ter medo do maldito mini-galarô, e se for preciso, até lhe dou umas arrochadas.
Preparei-me para enfrentar o monstro, enquanto tentava convencer-me a mim mesmo de que não tinha medo. Avancei corajosamente encosta abaixo ao encontro do perigo, não sem antes me armar com um ramalho de pinho, para o que desse e viesse.

Assim que me viu, o perigoso predador avançou para mim, e eu senti imediatamente a minha coragem a dar de frosques, deixando-me sozinho diante da fera.
O meu medo, mais a minha força, levaram-me a descarregar sobre o inimigo, o ramalho de pinho que trazia. Por sorte ou azar, o meu ataque foi fulminante. Atingido em cheio, o pobre do galarispo caiu para o lado sem mais se levantar. Era a minha glória. Vencera o inimigo e provara a quem duvidasse, que não era um qualquer pelintra de penas, que me metia medo.

Apercebendo-se do barulho, a minha avó correu para o local, e ao aperceber-se da morte do seu rei da capoeira, e naturalmente de que era o seu assassino, amandou-me com duas chapadas que até fiquei de lado.

Lá se foi toda a minha glória, caída em desgraça ás mãos calejadas da minha avó. Afinal ser um herói não era assim tão glorificante. Ganhar uma guerra, ás vezes tem custos que é melhor esquecer.
Como forma de vingança, nunca mais gostei de Cócós.

(Foto Humor xxl.com)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O ÉDEN NO FUNDO DO MAR


Fantástico. Se de facto a Atlântida existe, eu quero ir morar para lá.

Se preferirem, podem abrir a totalidade do ecrã.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

UMA AVENTURA AFRICANA

O Salsicha tinha acabado de chegar a Luanda. Estando eu de Cabo de Dia, coube-me receber o Salsicha e proceder às conformidades.
Ora era sabido que todos os maçaricos recém chegados, vinham aviados de muita “massa”. O Cabo Grilo, que raramente perdia a oportunidade de se alambazar com a ingenuidade de quem chegava, veio logo ter comigo:
-- Ó Lopes, então não levamos o maçarico aos gambuzinos?
-- Estás a pensar em quê?
-- Talvez uma jantarada no Kátekero.
-- Tá bem, pronto. Organiza lá isso.
O Grilo não perdeu tempo. Muito solicitamente ofereceu-se ao Salsicha para lhe mostrar os melhores recantos da cidade. Para o Grilo, conquistar a confiança de alguém, era tão fácil como fumar um cigarro. Era de facto um tipo simpático e cheio de boas maneiras.
Bom, a verdade é que 2 ou 3 dias depois, lá fomos os três de visita à cidade, começando naturalmente pelo jantar. O sítio escolhido foi o Kátekero, e a ementa, da responsabilidade do Grilo. Depois de bem comidos e bem bebidos, o Grilo começou a sentir-se mal disposto, e foi à casa de banho. Entretanto eu e o Salsicha acabávamos outra garrafa.
A demora do Grilo começou a preocupar-nos, e eu decidi ir ver dele, pois podia estar mal.
Quando cheguei à rua, o Grilo estava à minha espera. Claro que desaparecemos, deixando o “pato” à conta do Salsicha.
Na verdade, nós nunca mais nos lembramos do Salsicha, a não ser cerca das 2 da manhã, quando ele nos acordou num choro enorme, fazendo-nos toda a espécie de acusações e dizendo que a PM estava à porta á espera do dinheiro. Afinal o desgraçado estava teso, e ao aperceber-se da situação, o gerente do Hotel chamou a Policia Militar. A solução era mesmo sermos nós a pagar a conta, e pedir a Deus que o gerente se contentasse com o pagamento sem fazer seguir a participação.
Enquanto juntava o dinheiro, o Grilo rogava pragas ao maçarico trouxa e imbecil, e maldizia o marisco que comera, pensando que era de borla.
Com o dinheiro na mão e ainda soluçando. o pobre do Salsicha lá foi levar o dinheiro, na companhia da PM.
Felizmente a coisa ficou por aqui, e os receios da participação não se confirmaram, e a história acabou esquecida.
Meses depois, o nosso amigo Grilo terminou a sua comissão de serviço, e estava de regresso à Metrópole. Para nos despedirmos do nosso amigo, voltamos os três ao Kátekero, desta vez sem marosca, tanto mais que o Salsicha conquistara o seu espaço, e era já um igual entre os seus pares.
Desta vez não foi o Grilo a escolher a ementa, mas sim cada um pediu o que quis. Quando chegou a hora do pagamento, e muito surpreendentemente, o Salsicha ordenou:
-- Guardem lá o dinheiro, que hoje quem paga sou eu.
-- Tu?? Mas saiu-te o totobola??
-- Nada disso. O dinheiro é vosso. Da outra vez, eu também fugi sem pagar.
Ficamos de boca aberta a olhar um para o outro. Para quem se julgavam veteranos de guerra, aquilo ultrapassava as raias da lição e aproximava-se da humilhação. Acabávamos de descobrir que tínhamos sido “comidos” por um maçarico de camuflado novinho em folha e ainda a cheirar a leite. O Grilo custou a aguentar, e até ameaçou vomitar o maldito jantar.
Mas acabou tudo num abraço, e calhou ao Grilo pagar a espora de saída.

sábado, 24 de março de 2012

MAGIA , ARTE E SONHO



Numa altura em que já deixamos de sonhar, em que parece já não se acredita e a capacidade de luta morre a cada dia, pode ser que apareça um mago que faça desaparecer os maus, e nos devolva a capacidade de acreditar.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A IMPORTÂNCIA DO CARTÃO DO IDOSO



Mora: Quase 1,5 ME em apoios no Cartão do Idoso.
O município de Mora revelou hoje que, nos últimos 11 anos, desde que criou o Cartão Municipal do Idoso, atribuiu quase 1,5 milhões de euros em apoios aos beneficiários, tendo, só em 2011, gasto cerca de 75,9 mil euros em ajudas na comparticipação de medicamentos.

O Cartão Municipal do Idoso, lembra a autarquia, foi criado “para apoiar os mais velhos” e garantir-lhes “uma vida de maior qualidade”, beneficiando reformados e pensionistas residentes no concelho há pelo menos um ano e cujas reformas não ultrapassem os 350 euros mensais.

Uma das vantagens inseridas no cartão, além da comparticipação de medicamentos e de vários descontos, é a Oficina Domiciliária, que proporciona reparações nas casas dos idosos, nas áreas da electricidade, água ou construção civil, e que, no total, já efectuou 759 trabalhos, 116 dos quais no ano passado.

in diário online

PS: Na sua origem, este texto apresenta-se de acordo com a nova ortografia. A sua reprodução na antiga ortografia, é uma opção deste Blogue.

sábado, 17 de março de 2012

E A GRANA SUMIU



A grana não sumiu. A grana mudou de mãos. Foi roubada.

quarta-feira, 14 de março de 2012

SOPRAGOL DÁ CARTAS NA EXPORTAÇÃO

Empresa de Mora exporta mais de 90% da produção
Fotografia © Rui Coutinho

Uma empresa transformadora do sector do tomate instalada em Mora (Évora), a Sopragol, já exporta mais de 90 por cento da sua produção para vários países da Europa, avançou hoje à Agência Lusa um administrador.

Carlos Duarte adiantou que a empresa exporta, sobretudo, para Espanha, França, Alemanha, Rússia, Inglaterra, Holanda, Suécia e Dinamarca.

Segundo o administrador, a empresa vai passar a apostar também no mercado africano, sobretudo em países do norte e centro daquele continente, para aumentar as exportações, que já atingem mais de 90 por cento.

Carlos Duarte referiu ainda que a produção da empresa atingiu em 2011 os 106 milhões de quilos de tomate transformado.

Vocacionada para a produção de diversos produtos derivados do tomate, a empresa emprega cerca de 50 pessoas, mas no período da campanha nos meses de Agosto e Setembro chega a atingir 300 empregados, indicou o administrador.

Com uma capacidade de transformação superior a 2.200 toneladas/dia de tomate fresco, a única empresa transformadora deste sector instalada em Mora produz concentrados, triturados, passatas, cubos e molho para pizza.


AQUI


PS: O texto original deste artigo, foi escrito à luz do novo acordo ortográfico. A reprodução na ortografia antiga, é uma opção deste Blog.

domingo, 11 de março de 2012

JAPÃO - Um Povo agradecido




Mensagem de Agradecimento do Japão!... Arigato from Japan...

E a lição do agradecimento sincero e digno! Agradecimento humilde, não subserviente.


As primeiras cenas mostram a devastação provocada pelo tsunami.
Depois fala de uma professora de inglês que teve calma suficiente para não deixar que o pânico se instalasse entre seus alunos, até que os pais os fossem buscar.
Ela foi para casa e não mais apareceu.
Seguem-se depois cenas da ajuda dada pelos Estados Unidos, China, Alemanha, Israel e outros tantos países que se uniram para diminuir o caos que se instalou nas áreas atingidas. Finalmente a volta à rotina diária e um agradecimento comovente de um povo que deu uma grande lição a todos nós: o respeito ao próximo e o poder de superação.



*Agradecimento do Japão a toda ajuda internacional que receberam após o terremoto que devastou parte do país no ano passado.

(Recebido por e-mail)

ALEIXO SEMPRE ACTUAL


Sou um dos membros malditos

dessa falsa sociedade

que, baseada nos mitos,

pode roubar à vontade.

António Aleixo

-

António Aleixo sempre actual...


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