quarta-feira, 24 de abril de 2013

25 DE ABRIL SEMPRE

VENDIDOS MAS NÃO VENCIDOS. NÃO VOS DAREMOS DESCANSO PARA GASTAR OS 30 DINHEIROS.

25 DE ABRIL SEMPRE

terça-feira, 23 de abril de 2013

domingo, 21 de abril de 2013

3º ENCONTRO NACIONAL DA ANAFRE



O 3º Encontro Nacional da ANAFRE, em Coimbra, foi uma desilusão.
Sinceramente, eu esperava outra atitude da Direcção Nacional. Esperava outra disposição para a luta, e supunha que cabia à ANAFRE conduzir os seus associados ao encontro de formas de luta e de soluções. Afinal parece-me que a Associação é mais uma força de bloqueio ao serviço dos interesses dos seus poderosos partidos, do que uma força aglutinadora capaz de defender os interesses das Freguesias que os elegeram.
Lamentável a atitude do seu Presidente, que incapaz de suportar as críticas à sua inercia, abandonou a sala.
Como Autarca de Freguesia da CDU, orgulho-me de terem sido os meus Camaradas que encheram 90% daquele pavilhão, de terem sido eles capazes de levar a indignação do Povo nas suas intervenções, e de terem sido capazes de mobilizaram, apesar do evidente mau estar da mesa, aquela manifestação final, com ocupação das ruas circundantes, que só por si, valeram bem mais que as quatro horas no interior do Pavilhão.
Excluindo duas ou três honrosas excepções, a Direcção Nacional da ANAFRE, é uma treta.
Uma palavra de apreço para o Comando da PSP de Coimbra; Tratando-se de uma manifestação espontânea, chegaram rapidamente, controlaram o trânsito na rua e nas rotundas, protegeram manifestantes e automobilistas, e sem um gesto de agressividade, deixaram que o Povo se manifestasse. Meia hora depois tudo estava normalizado. Cumpriu-se a vontade do Povo e a democracia,

domingo, 14 de abril de 2013

SANGUESSUGAS NO FLUVIÁRIO


Sanguessugas são os mais recentes habitantes do Fluviário de Mora.

Instaladas na recém-inaugurada Sala Saramugo, ocupam um sexto aquário que foi revelado por ocasião do 6º aniversário daquele espaço.

As sanguessugas são animais pertencentes ao Phylum dos Anelídeos, tal como as minhocas, e apresentam o corpo segmentado.

As cerca de 700 espécies conhecidas de sanguessugas ocorrem, na sua maioria, em ecossistemas de águas doces. Algumas espécies, no entanto, adaptaram-se ao ambiente marinho e também terrestre. São hermafroditas e algumas são bem conhecidas por cuidarem da prole.

Em geral, são animais hematófagos – alimentam-se de sangue e linfa de hospedeiros vertebrados e invertebrados. Para tal possuem duas ventosas em cada extremidade do corpo, para fixação, e segregam uma enzima anticoagulante no hospedeiro. Essa enzima, designada por hirudina, é utilizada pela indústria farmacêutica para produção de medicação anticoagulante.

O sistema digestivo de uma sanguessuga é extremamente lento, de tal forma, que uma sanguessuga medicinal só necessita de se alimentar duas vezes por ano. A digestão é realizada em grande parte pelo auxílio de bactérias simbióticas, que só habitam o tracto digestivo das sanguessugas.

A proximidade das sanguessugas ao campo da medicina é bem antiga, pois eram utilizadas em tratamentos de remoção de sangue dos pacientes desde a antiguidade, na Índia e Grécia, e durante o séc. XVIII e XIX, até aos dias de hoje onde são usadas em técnicas de hirudoterapia, em áreas como o tratamento de varizes, prevenção da tensão alta, enxaquecas entre outros! 

in ciência.net

(Imagem Mulherbeleza)

domingo, 31 de março de 2013

CADÊ A PONTE ??

A Ponte está onde sempre esteve, mas aqui, parece que foi levada pela cheia. No entanto foi apenas engolida pelas águas excedentárias do Maranhão. Nada de novo, mas nos meus mais de trinta anos de Mora, não me recordo de cheia maior.

(Foto de Nuno Mirão)

quinta-feira, 28 de março de 2013

RECUPERAÇÃO DA ANTIGA ESTAÇÃO DA CP

 O projecto de arquitectura para a recuperação da antiga estação de caminho-de-ferro de Mora, a cargo da CVDB Arquitectos Associados, vencedora do concurso público, estará pronto no fim de maio, devendo as obras arrancar «antes do final de 2013», anunciou a autarquia.

De acordo com o município de Mora, o concurso público para adjudicar quem vai realizar as obras decorre até Julho  prevendo a edilidade que o arranque da recuperação do edifício decorra antes do final de 2013.

O presidente da Câmara Luís Simão afiançou, em declarações à Agência Lusa, que, «se o projecto vier a ter financiamento comunitário, as obras podem começar em Setembro ou Outubro».

«A recuperação e reabilitação da antiga estação da CP de Mora é uma prioridade para a câmara municipal e estamos esperançados de que possa vir a ter o apoio de fundos comunitários», acrescentou.

Num investimento global de 1,5 milhões de euros, o projecto prevê a instalação da sede da Estação Imagem, um centro de tratamento de fotografia e espaço para exposições, o Arquivo Municipal e a Biblioteca, actualmente presentes na Casa da Cultura local, e um museu dedicado ao megalitismo do concelho.

A CVDB Arquitectos é responsável pelo Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Coa, Centro Cultural do Cartaxo, Escola de Música e Dança de Coimbra e Escola Secundária de Água de Pau, em Lagoa (Açores), entre outros projectos.

O objectivo do futuro espaço visa implantar um equipamento cultural que assuma uma função aglutinadora da população residente do concelho e que consiga captar o interesse de potenciais visitantes através de uma oferta lúdico-pedagógica inovadora, ancorada numa componente museológica sobre a História de Mora e suas gentes.

Para a edilidade, a aposta visa «fomentar o crescimento cultural da população que serve», «captar novos visitantes e motivar o seu regresso; promover o desenvolvimento do concelho de Mora», «divulgar o passado de Mora e projectar o seu futuro, nas suas várias dimensões» e ainda «requalificar os edifícios da antiga Estação de Mora, devolvendo-os às pessoas que outrora serviram, e valorize uma estrutura urbana pouco qualificada».

(In Sul Informaçaõ)

sexta-feira, 22 de março de 2013

ESTES ISLANDESES SÃO LOUCOS


Estes islandeses são loucos. Depois do colapso financeiro de 2008 não pagaram as dívidas dos bancos falidos e criaram uma nova constituição, redigida por 25 cidadãos, criando as bases de uma democracia directa. 

Fizeram o que Portugal, Grécia, Espanha e Itália não fizeram: confiaram na força da soberania popular. Mas o pior estava para vir: apostaram decisivamente nas indústrias criativas e culturais como principal força de crescimento, enquanto os países do Sul da Europa fizeram o que costumam fazer em situações clássicas de crise, onde o sector cultural é sempre visto como problema e não como fazendo parte da solução, sendo uma das áreas mais sacrificadas com cortes nas despesas e orçamento.

Resultado: os países do Sul esperneiam com a corda da austeridade na garganta, enquanto os loucos recuperam a economia. Segundo o El País (3 de Março), o impacto económico das actividades culturais (1.000 milhões de euros) situa-se agora apenas abaixo da histórica indústria da ilha: as pescas. Uma das primeiras medidas do governo eleito em 2009, foi esse: em vez de estar refém de algumas indústrias, apostou na diversificação. 

O resto foi com a jovem ministra da cultura Katrín Jakobsdóttir que desde que está no governo, há quatro anos, conseguiu converter os artistas em protagonistas da retoma económica, cortando nas despesas fixas, e aumentando nas contribuições a projectos culturais independentes, numa mescla de tecido público e privado muito ágil, mas que em nenhum momento supõe a renúncia do Estado na gestão da cultura e educação. 

A sociedade civil também contribuiu, com um grupo alargado de agentes culturais a tentar encontrar uma estratégia para a sua área. Queriam provar que podiam contribuir para a resolução da crise tanto como o sector dos alumínios, por exemplo. E uma série de iniciativas ocorreram. Algumas loucas: a Academia das Artes juntou engenheiros, cientistas alimentares, designers e agricultores no sentido de criarem novos produtos para serem vendidos no mercado internacional e a coisa revelou-se um sucesso. 

Por sua vez o organismo de exportação da música islandesa não tem mãos a medir, mostrando que existe muito mais para lá de Björk ou Sigur Rós para o mundo conhecer – o ano passado 43 bandas tocaram no exterior. 

Ao mesmo tempo a indústria do cinema está em ebulição, em parte graças à política governamental de reembolsar 20% dos custos de produção de filmes ou série de TV filmadas no país (Ridley Scott ou Darren Aronofsky filmaram ali recentemente). E a indústria dos jogos de vídeo cresceu exponencialmente. 

Tudo isto teve repercussões noutros sectores, com destaque para o turismo. A natureza continua a ser atracção, mas o novo surto de visitantes vai atraído pela cena musical. Resultado: depois da crise, a assistência a concertos, espectáculos e exposições subiu. 

E tudo indica que o crescimento destas indústrias não vai abrandar, porque o investimento nelas é cada vez maior. De onde vem o dinheiro? Da indústria das pescas. Sei o que está a pensar quem enverga gravata por obrigação: tem apenas 320, 000 habitantes, é um país do tamanho de Portugal, é um caso singular, existem outros elementos para compreender a recuperação, como o aumento selectivo dos impostos, e o país enfrenta desafios (a moeda desvalorizou e a dívida externa continua por pagar). 

Mas será que, apesar de todas as diferenças entre países, não há nada, mesmo nada, a retirar desta experiência? A verdade é que apostaram em sectores normalmente negligenciados e recuperaram dos seus problemas económicos. Em vez da austeridade, a criatividade. E os loucos são eles? 

Público (2) 17-3-2013

(Imagem TelaUniversel)

sábado, 16 de março de 2013

HABEMUS PAPA




 Non habemus papa

Caríssimos irmãos, peço-vos que sejais vós a legendar estas imagens.

domingo, 10 de março de 2013

TODOS SOMOS CHÁVEZ

Esta noite, a Camila vai deitar-se rodeada de tristeza. Com nove anos, assiste às lágrimas dos pais por um homem que nunca viu senão na televisão. O pai contar-lhe-á outra vez a história do tenente da força aérea que deu voz aos sem voz. E um dia, mesmo que a revolução volte à barriga da terra, as paredes das favelas já não cantarão só as batalhas de Simón Bolívar. Os avós narrarão aos pais a primeira vez que viram um médico e os pais repetirão aos filhos a primeira vez que os avós aprenderam a escrever.

Talvez o façam a chorar. De alegria, como aquela mulher que no bairro de Antímano me falou da primeira vez que foi vista por um dentista. De orgulho, como aquele homem que me mostrou o primeiro bairro livre de analfabetismo, o 23 de Enero. De coragem, como os que desceram das encostas durante o golpe de Estado para resgatar Hugo Chávez. Acima de tudo, e apesar de todas as diferenças, porque é um deles. Porque é um dos nossos.

Que parte de um continente dependa deste homem é um problema mas também a constatação do quão imprescindível era Hugo Chávez. Nenhuma perda é irreparável senão quando os povos não estão preparados para manter alta a bandeira dos que caem. É esse o maior desafio de uma América Latina que não seria o que é hoje sem Hugo Chávez.

Na Venezuela, não há bolivariano que não saiba o poema de Pablo Neruda cantado por Ali Primera: "Ellos no serán bandera/para abrazarnos con ella/y el que no la pueda alzar/que abandone la pelea". A melhor homenagem a Hugo Chávez será, sem dúvida, a conquista de uma sociedade em que os trabalhadores e o povo sejam os protagonistas.

Não será fácil. Ainda não passou um dia e já pairam os abutres. Estão em todo o lado. Também na imprensa portuguesa. Mas não nos esqueçamos porque choram milhões de pobres. Morreu alguém que deu a vida pela justiça social e pelo progresso. Quando ainda não havia arrefecido o cadáver da União Soviética e todavia se acalentava o velho sonho capitalista do fim da história, muitos despertavam com o grito dos filhos de Bolívar: socialismo ou barbárie.

É por isso que esta noite as lágrimas não caem só em casa de Camila. Os indígenas bolivianos, os bisnetos cubanos de Martí, os guerrilheiros colombianos, os sandinistas da Nicarágua, os sem-terra brasileiros, os negros do Harlem, os perseguidos em Tegucigalpa, os patriotas sírios, o mártir povo palestiniano, os reprimidos na Líbia e todos os que genuinamente se levantam no mundo contra o capitalismo. Porque todos somos Chávez.

Bruno de Carvalho, in KontraKorrente.

(Imagem Eliomar)

sábado, 9 de março de 2013

PURA REALIDADE



Pura realidade, de facto. Mas será que este Povo vai continuar a pactuar com isto sem tomar uma atitude? A luta não pode ser só na rua; A luta tem de ser também e principalmente, nas urnas. 
Se o voto é a arma do Povo, porque continuamos a disparar contra nós próprios? Porque continuamos a dar ao algoz, a corda com que nos amarra?.
É tempo de acabar com as escolhas erradas e tomar o nosso destino nas nossas mãos.
Que estas palavras da Actriz Joana Manuel, nos possam despertar deste conformismo, porque não é verdade que tudo isto tenha de ser assim.