Caríssimos irmãos, peço-vos que sejais vós a legendar estas imagens.
TERMO DE ABERTURA: Serve este Blog para nele depositar as minhas alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, glórias e frustrações. a que juntarei algumas opiniões, mas com fair-play, e sempre sem abdicar deste meu sentir de vermelha afeição. (Foto de José Caeiro)
sábado, 16 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
TODOS SOMOS CHÁVEZ
Esta noite, a Camila vai deitar-se rodeada de tristeza. Com nove anos, assiste às lágrimas dos pais por um homem que nunca viu senão na televisão. O pai contar-lhe-á outra vez a história do tenente da força aérea que deu voz aos sem voz. E um dia, mesmo que a revolução volte à barriga da terra, as paredes das favelas já não cantarão só as batalhas de Simón Bolívar. Os avós narrarão aos pais a primeira vez que viram um médico e os pais repetirão aos filhos a primeira vez que os avós aprenderam a escrever.
Talvez o façam a chorar. De alegria, como aquela mulher que no bairro de Antímano me falou da primeira vez que foi vista por um dentista. De orgulho, como aquele homem que me mostrou o primeiro bairro livre de analfabetismo, o 23 de Enero. De coragem, como os que desceram das encostas durante o golpe de Estado para resgatar Hugo Chávez. Acima de tudo, e apesar de todas as diferenças, porque é um deles. Porque é um dos nossos.
Que parte de um continente dependa deste homem é um problema mas também a constatação do quão imprescindível era Hugo Chávez. Nenhuma perda é irreparável senão quando os povos não estão preparados para manter alta a bandeira dos que caem. É esse o maior desafio de uma América Latina que não seria o que é hoje sem Hugo Chávez.
Na Venezuela, não há bolivariano que não saiba o poema de Pablo Neruda cantado por Ali Primera: "Ellos no serán bandera/para abrazarnos con ella/y el que no la pueda alzar/que abandone la pelea". A melhor homenagem a Hugo Chávez será, sem dúvida, a conquista de uma sociedade em que os trabalhadores e o povo sejam os protagonistas.
Não será fácil. Ainda não passou um dia e já pairam os abutres. Estão em todo o lado. Também na imprensa portuguesa. Mas não nos esqueçamos porque choram milhões de pobres. Morreu alguém que deu a vida pela justiça social e pelo progresso. Quando ainda não havia arrefecido o cadáver da União Soviética e todavia se acalentava o velho sonho capitalista do fim da história, muitos despertavam com o grito dos filhos de Bolívar: socialismo ou barbárie.
É por isso que esta noite as lágrimas não caem só em casa de Camila. Os indígenas bolivianos, os bisnetos cubanos de Martí, os guerrilheiros colombianos, os sandinistas da Nicarágua, os sem-terra brasileiros, os negros do Harlem, os perseguidos em Tegucigalpa, os patriotas sírios, o mártir povo palestiniano, os reprimidos na Líbia e todos os que genuinamente se levantam no mundo contra o capitalismo. Porque todos somos Chávez.
Bruno de Carvalho, in KontraKorrente.
(Imagem Eliomar)
Talvez o façam a chorar. De alegria, como aquela mulher que no bairro de Antímano me falou da primeira vez que foi vista por um dentista. De orgulho, como aquele homem que me mostrou o primeiro bairro livre de analfabetismo, o 23 de Enero. De coragem, como os que desceram das encostas durante o golpe de Estado para resgatar Hugo Chávez. Acima de tudo, e apesar de todas as diferenças, porque é um deles. Porque é um dos nossos.
Que parte de um continente dependa deste homem é um problema mas também a constatação do quão imprescindível era Hugo Chávez. Nenhuma perda é irreparável senão quando os povos não estão preparados para manter alta a bandeira dos que caem. É esse o maior desafio de uma América Latina que não seria o que é hoje sem Hugo Chávez.
Na Venezuela, não há bolivariano que não saiba o poema de Pablo Neruda cantado por Ali Primera: "Ellos no serán bandera/para abrazarnos con ella/y el que no la pueda alzar/que abandone la pelea". A melhor homenagem a Hugo Chávez será, sem dúvida, a conquista de uma sociedade em que os trabalhadores e o povo sejam os protagonistas.
Não será fácil. Ainda não passou um dia e já pairam os abutres. Estão em todo o lado. Também na imprensa portuguesa. Mas não nos esqueçamos porque choram milhões de pobres. Morreu alguém que deu a vida pela justiça social e pelo progresso. Quando ainda não havia arrefecido o cadáver da União Soviética e todavia se acalentava o velho sonho capitalista do fim da história, muitos despertavam com o grito dos filhos de Bolívar: socialismo ou barbárie.
É por isso que esta noite as lágrimas não caem só em casa de Camila. Os indígenas bolivianos, os bisnetos cubanos de Martí, os guerrilheiros colombianos, os sandinistas da Nicarágua, os sem-terra brasileiros, os negros do Harlem, os perseguidos em Tegucigalpa, os patriotas sírios, o mártir povo palestiniano, os reprimidos na Líbia e todos os que genuinamente se levantam no mundo contra o capitalismo. Porque todos somos Chávez.
Bruno de Carvalho, in KontraKorrente.
(Imagem Eliomar)
sábado, 9 de março de 2013
PURA REALIDADE
Pura realidade, de facto. Mas será que este Povo vai continuar a pactuar com isto sem tomar uma atitude? A luta não pode ser só na rua; A luta tem de ser também e principalmente, nas urnas.
Se o voto é a arma do Povo, porque continuamos a disparar contra nós próprios? Porque continuamos a dar ao algoz, a corda com que nos amarra?.
É tempo de acabar com as escolhas erradas e tomar o nosso destino nas nossas mãos.
Que estas palavras da Actriz Joana Manuel, nos possam despertar deste conformismo, porque não é verdade que tudo isto tenha de ser assim.
LEMBRAR A REFORMA AGRÁRIA
__________
A
Reforma Agrária é ainda hoje uma referência do Abril do Povo, mas são cada vez
menos os que a viveram. Nesta altura de crise, em que o País e o Povo estão nas
mãos de interesses estrangeiros, e em que a cada dia que passa o nosso futuro é
mais negro, não posso deixar de lembrar um tempo em que acreditamos que
tínhamos o nosso destino nas nossas mãos. Não se cumpriu o sonho, mas a
experiência que vivi, essa recordá-la-ei para sempre:
Em Outubro de 1975, quando regressei de
Angola, era o tempo do sonho chamado “Reforma Agrária”. Curiosamente não
assisti ao chamado Verão quente de 75, de que fez parte a ocupação dos
latifúndios agrícolas do Alentejo, mas as noticias chegavam a Angola, e sabia
que os camponeses, na tentativa de trazer melhores dias para os campos de
Portugal, e mais concretamente para os campos do Alentejo, tinham avançado para
a ocupação de milhares de hectares de terra abandonada, na tentativa de acabar com uma
sociedade latifundiária, que condenara à miséria, milhares de Alentejanos.
Pois foi nesse sonho que eu acabei por me
integrar. Eu não sabia nada de agricultura, mas foi muito fácil a aprendizagem,
pois havia sempre alguém disposto a ensinar. Encontrei um ambiente fantástico
onde havia lideres, mas não havia chefes. Todas as decisões eram tomadas em
plenário, fosse para comprar ou para vender, ou simplesmente para escolher um
responsável para qualquer actividade.
Era visível no rosto das pessoas a felicidade
e a confiança com que se enfrentava o trabalho. As pessoas sentiam que eram
donas do seu destino e do seu futuro. Aquela gente de mãos calejadas pela
enxada, pela roçadora e pela gadanha, não se limitavam a cultivar os vales
férteis e fáceis. Eles avançavam sobre os montes e as serras, e arrotearam
terras de estevas e tojal bravio que nunca antes tinha visto uma ferramenta.
Construíram barragens e mudaram a paisagem. Onde antes havia mato cerrado,
apareceram cearas de trigo, milho, centeio, cevada e até tomate. Onde havia
salgueirais, voltaram a prosperar os canteiros de arroz.
O Alentejo voltava a ser o “Celeiro de
Portugal”.
Na UCP (Unidade Colectiva de Produção) 12 de
Maio, fiz de tudo um pouco: Limpei valas e desbravei os silvados que impediam a
água de chegar aos cultivos, cavei terra para arroz e semeei pasto para o gado,
plantei morangos e até cantei ao desafio. Tornei-me mestre na arte de podar
pessegueiros, aprendendo as técnicas de abrir a árvore para entrar o sol,
cortar as guias que a faziam crescer demais, dar-lhe largura para facilitar a
apanha e escolher as melhores guias que dariam depois a produção do ano
seguinte. Desisti de aprender a podar macieiras e ameixoeiras, porque nunca me
entendi com a técnica.
Foi também ali que aprendi a conhecer o povo
a que pertencia, mas a vida levara-me por outras andanças.
O homem do campo daquela altura era rude,
pouco instruído e pouco dado às regras do comportamento urbano. Mas era
extremamente honesto e confiável. Era trabalhador e tinha um enorme sentido do
dever no que respeitava à família. Descobri também que isso do homem do campo
bater na mulher, não passava de um mito. Trabalhei com centenas de casais, e na
grande maioria dos casos, era ela que dirigia a família, administrava a casa e
decidia o que fazia falta e o que era supérfluo. Vi muitas vezes em dia de
pagamento, o homem receber o seu ordenado e entregar o envelope à esposa. À
hora do almoço, sentados no chão ou em pequenos troncos, eram quase sempre as
mulheres que escolhiam o tema da conversa, e eram elas também que escolhiam o
rumo que ele tomava.
Mas o sonho não durou muito.
A Reforma Agrária nunca passou de um sonho, e
não se traduziu em legislação que alterasse o regime de propriedade, nem da
distribuição da terra.
Os latifundiários apoiados pelos diversos
governos, de que eles e os seus interesses também faziam parte, acabaram por
recuperar as terras que não se sabem bem como foram adquiridas ao longo dos
tempos, e a resposta à pobreza do campesinato Alentejano, fica mais uma vez
adiado, por culpa da improdutividade de largos milhares de hectares de terra
abandonada pela burguesia estéril e inútil deste pobre país.
O resultado não se fez esperar: Nos anos 80 o
governo indemniza os latifundiários com chorudas recompensas que acompanham a
devolução da terra melhorada, e a pobreza voltou ao Alentejo, e com ela a
necessidade do povo voltar à emigração.
Resta-nos a esperança chamada “Alqueva”- um
dos sorvedouros dos dinheiros públicos de que ninguém fala, e que visa
transformar o Alentejo num imenso campo de golfe para os senhores do grande
capital recuperarem forças das árduas tarefas diárias.
Para nós, povo Alentejano, sobram os
quilómetros e quilómetros de arame farpado, e milhares de tabuletas ameaçadoras
que nos atiram à cara os decretos-lei que nos proíbem sequer a aproximação,
quanto mais apanhar uns espargos, turbaras ou “outros frutos silvestres”.
Das 412 Cooperativas e UCPs criadas com a
Reforma Agrária, resta a memória das pessoas que deram corpo a um movimento que
abriu brechas na sociedade Portuguesa, mas que acabou por não cumprir o sonho,
tal como o próprio 25 de Abril não cumpriu.
Mas o Povo está na Rua. Teremos nós força
para acordar do pesadelo, e recuperar o sonho?
Aníbal Lopes
terça-feira, 5 de março de 2013
CHUVA
.
O céu amanheceu cinza
Por entre as nuvens ainda
se escapam alguns raios de sol
No ar flutua a sensação
de carregada umidade
No horizonte explodem auréolas
de longínquos relâmpagos
A passarada esvoaça rápida
na procura da proteção do emaranhado do silvado. Acho que eles sabem que a
tempestade está a chegar
Sinto um tremor na pele
mesmo estando protegido da aragem gelada
O céu está agora mais
negro e os relâmpagos mais perto
Os pássaros tinham razão:
Começou a chover. Cada vez mais forte
Sulcos de água começam a
desenhar curiosas ramificações no vidro à minha frente
Lá fora a chuva cai
intensamente
Abandono a janela e volto
para a lareira
Pego no livro e recomeço a
leitura
Era uma vez…
Aníbal Lopes
(Imagem Alolvose)
sábado, 23 de fevereiro de 2013
O EXORCISTA faz 40 anos.
Talvez o mais assustador filme de sempre. A luta ancestral
do bem contra o mal, aqui posta à prova através de cenas de exorcismo real,
onde o poder da sugestão questiona as incertezas da alma.
Foi em princípios de 1975, no cinema MIRAMAR, em Luanda,
que vi o filme pela primeira vez. O Miramar era uma Cine-esplanada lindíssima,
com as filas de cadeiras rodeadas de plantas tropicais. Um cenário idílico,
contrastando com o filme que eu e vários camaradas de armas assistimos.
Aquele grupo do qual eu fazia parte, era constituído por
veteranos de guerra, todos com experiência de combate, e fartos de ouvir tiros
que, sabíamos, eram para nós. Pode dizer-se que era gente a quem o medo já
pouco medo metia. Pois esse grupo assistiu ao filme em silêncio, e com
expressão assustada no rosto. À saída, todos olhavam para todos os lados, como
temendo que aparecesse algo inesperado. Claro que rapidamente todos se armaram
em valentões, sem reconhecer o seu receio e negando o que era evidente; Todos
estavam demasiado impressionados com o que tínhamos assistido.
Chegados à caserna, aqueles homens curtidos por muitos
sois, e habituados a enfrentar o perigo, não deixaram, disfarçadamente, de
levantar a colcha, como se pudesse estar algo perigoso debaixo da cama. Claro
que eu devo ter feito o mesmo.
Nunca mais esqueci, nem o filme, nem o enorme receio, com
laivos de medo, que nós sentimos.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
AUSTERIDADE - justificação para a estupidez de quem governa
A culpa é do polvo
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Paulo Morais, Professor universitário
(Imagem Amobiorocha)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
MORA MEGALÍTICA NA NATIONAL GEOGRAPHIC
A edição de Fevereiro da revista National Geographic dedica uma página aos monumentos megalíticos do concelho de Mora, destacando a “primeira vez que se descobre um conjunto de menires dispostos em cruz”.
A descoberta de um cruciforme megalítico junto ao vértice geodésico do Alto da Cruz, na Herdade da Santa Cruz, freguesia de Brotas, no decorrer do Verão de 2011, espoletou o interesse da revista National Geographic.
O conjunto de seis menires encontrados tombados e em forma de cruz, pela equipa de arqueólogos e estudantes de arqueologia, apresenta características excecionais, o que faz deste o único a nível peninsular, e possivelmente do mundo.
Os trabalhos de reposição dos menires, levados a cabo a 23 de Outubro de 2012, foram acompanhados por uma equipa da National Geographic e estão agora publicados na edição de Fevereiro.
«Uma descoberta que veio contribuir para o aumento do número de monumentos meníricos que se distribuem pelo Alentejo Ocidental e que, graças à especificidade dos pormenores que a caracterizam, é merecedora de destaque, elevando assim mais uma vez o nome do concelho de Mora», salienta a Câmara local em nota de imprensa.
Os achados arqueológicos feitos nas freguesias do município de Mora têm permitido perceber a riqueza dos vestígios megalíticos aqui existentes. Este facto faz com que o concelho de Mora seja já considerado pelos arqueólogos como um dos mais ricos nesta área do conhecimento, que investe na preservação e divulgação do património e na afirmação da sua própria identidade.
in sul informação
A descoberta de um cruciforme megalítico junto ao vértice geodésico do Alto da Cruz, na Herdade da Santa Cruz, freguesia de Brotas, no decorrer do Verão de 2011, espoletou o interesse da revista National Geographic.
O conjunto de seis menires encontrados tombados e em forma de cruz, pela equipa de arqueólogos e estudantes de arqueologia, apresenta características excecionais, o que faz deste o único a nível peninsular, e possivelmente do mundo.
Os trabalhos de reposição dos menires, levados a cabo a 23 de Outubro de 2012, foram acompanhados por uma equipa da National Geographic e estão agora publicados na edição de Fevereiro.
«Uma descoberta que veio contribuir para o aumento do número de monumentos meníricos que se distribuem pelo Alentejo Ocidental e que, graças à especificidade dos pormenores que a caracterizam, é merecedora de destaque, elevando assim mais uma vez o nome do concelho de Mora», salienta a Câmara local em nota de imprensa.
Os achados arqueológicos feitos nas freguesias do município de Mora têm permitido perceber a riqueza dos vestígios megalíticos aqui existentes. Este facto faz com que o concelho de Mora seja já considerado pelos arqueólogos como um dos mais ricos nesta área do conhecimento, que investe na preservação e divulgação do património e na afirmação da sua própria identidade.
in sul informação
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
MORAPESCA 2013
Tendo como palco o Pavilhão Municipal de Exposições do Parque de Feiras local, a XI edição apresenta mais de 30 empresas do sector e respectivas tecnologias ligadas àquele desporto, num total de mais de 30 expositores e 106 stands que ocupam 3.500 metros quadrados de área coberta.
O programa oficial inclui provas de pesca nas pistas de Cabeção e de Mora, concursos no recinto da feira, animação musical e, claro, as tasquinhas de comes e bebes.
A MoraPesca é assim a oportunidade para os pescadores, e não só, rumarem ao concelho mais a noroeste do Alentejo e provar uma gastronomia ímpar, visitar o Fluviuário de Mora e passear pelo parque do Gameiro, palmilhando o passeio fluvial que bordeja o rio Raia.
A edilidade aguarda mais de 30 mil visitantes durante os três dias do certame.
sábado, 26 de janeiro de 2013
BARRAGEM DE MONTARGIL QUASE NO LIMITE
Belas fotos de Rui Carapinha, da Nova Cultura, de Montargil.
Uma Barragem que os Morenses sempre adoraram. Este fim de semana, lá estarei para visita-la, e recordar outras "enchentes".



Uma Barragem que os Morenses sempre adoraram. Este fim de semana, lá estarei para visita-la, e recordar outras "enchentes".
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Imagens retiradas DAQUI, com a devida vénia.
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