sábado, 10 de março de 2012

TEXTO

TEXTO:

Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.

De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.

Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.

São muitos anos de convívio.

Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.

Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora:


Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.

E agora as palavras já nem parecem as mesmas.

O que é ser proativo?

Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.

Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes.

É uma união de facto, e para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.

Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.

E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.

Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos.

Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.

Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.

Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.

Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA ...? ! ? ! ?






Os ingleses não o fizeram, os franceses desde 1700 que não mexem na sua língua e porquê nós ?



Ou atão deichemos que os 35 por cento de anal fabetos afroamaricanos fassão com que a nova ortografia imponha se bué depréça !

(recebido por e-mail)

sábado, 3 de março de 2012

VIDEO DE ALMODOVER, EM DEFESA DE B. GARZON



Parece que o fascismo Espanhol continua a ter muita força. Baltazar Garzon atreveu-se a enfrenta-los. Por isso está a ser perseguido.
Lá como cá, quem se mete com eles, leva.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

3ª GUERRA MUNDIAL ??



Cada um pode tirar as suas conclusões. Mas que já cheira a esturro, cheira.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ZÉCA, SEMPRE



Foi há 25 anos. Eu estava em Sevilha, quando uma roda de amigos é interrompida pela noticia da TV: Morrera José Afonso, poeta e músico Português.
A noticia não surpreendeu muito, pois já era esperada, mas aquele pequeno Portugal formado por umas dezenas de Portugueses fora do seu País, não deixou de lamentar a morte de alguém tão querido do nosso Povo.
Mas Zeca está sempre connosco.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A RESPOSTA QUE CALOU A AMÉRICA

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo aos americanos!

Durante um debate numa universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e actual senador CRISTÓVÃO BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr. Cristóvão Buarque:

"De facto, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazónia, sob uma ética humanista
, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A NATUREZA COMO PRIVILÉGIO

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Um passadiço com 1,5 quilómetros de extensão está a nascer junto ao rio Raia, em Mora e vai permitir caminhar e observar a natureza que rodeia aquele percurso de água.

Com conclusão prevista para Março, a infraestrutura liga o Fluviário à pista de pesca situada a montante, convidando a um passeio a pé ou de bicicleta na área envolvente, facto que não era possível até agora.
Mais à frente, o passadiço em madeira é substituído por caminhos de terra batida numa extensão de cinco quilómetros, avançando entre montados até regressar ao Fluviário.

O projecto é o pontapé de partida do futuro Centro de Interpretação Ambiental (CIA), que inclui parque de Arborismo e aquele percurso da natureza junto ao Fluviário, com o objectivo de atrair mais visitantes e dinamizar o turismo no concelho.

Num investimento de 350 mil euros, a obra – a concluir até finais de 2012 – contempla um CIA para exposições, aulas, palestras ou “ateliers” e consistirá na transformação do clube náutico que está situado no Parque Ecológico do Gameiro. No interior deste centro os desenhos a 3D vão tentar simular “o estar dentro de um rio”, existindo a componente multimédia e actividades variadas para entretenimento.
Para a autarquia, o projecto surge “como complemento ao Fluviário, criando mais uma valência para os visitantes daquele espaço e mais um ponto de atracção que garanta um maior tempo de permanência no concelho”.

Recorde-se ainda, que na outra margem do rio situa-se a ecopista de Mora que funciona já como espaço de fruição.


AQUI

COINCIDÊNCIAS

Coincidência ou não, a verdade é que o Dia dos Namorados no mesmo dia do Dia Europeu da Disfunção Eréctil, não bate a bota com a perdigota. É que não dá jeito nenhum. Livra!!!!!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A TENTAÇÃO DO PECADO

Que o meu coração perdoe todos os danos que lhe causei
Que o meu estômago perdoe todas as mistelas que ingeri
Que o meu fígado perdoe o álcool que bebi
Que os meu pulmões perdoem o tabaco que fumei
Que o meu cérebro perdoe o uso do ecstasy e da coca
Que a minha boca perdoe as blasfémias que lhe impus
Que a minha companheira perdoe as minhas infidelidades
Que os meus amigos perdoem as minhas traições
Que Deus perdoe a minha ausência de fé
Que o meu travesseiro desculpe as minhas lágrimas

…que a minha vida perdoe a minha morte.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012