terça-feira, 18 de maio de 2010

CENSURADO



Estou longe de ser um entendido em politica, mas parece-me que a moção de censura ao governo, apresentada pelo grupo parlamentar do PCP, não só se justifica plenamente, como é afinal, a atitude lógica de quem se reivindica defensor dos mais desfavorecidos, que são afinal quem está na corda bamba.
Claro que não vai dar em nada, como não deram as quatro moções que Sócrates enfrentou na ultima legislatura. Mas perante a gravidade da situação, e o controle dos media por parte dos grandes partidos situacionistas, é uma grande oportunidade de os obrigar a por a cabeça de fora, de os obrigar a aceitar a confrontação com a realidade, e impedido-os de "pintar a manta à sua maneira".
Se a opinião pública ficar mais esclarecida, e com melhor conhecimento dos reais perigos que enfrenta, tudo pode ser diferente.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

VOU COMPRAR UMA FITA METRICA



- Para medir a extensão da crise Portuguesa.
- Para medir a preocupação dos Portugueses.
- Para medir o conformismo dos Portugueses.
- Para medir a capacidade de reacção dos Portugueses.
- Para medir a disposição para lutar, dos Portugueses.
- Para medir a resistência activa dos trabalhadores Portugueses.
- Para medir a revolta dos aposentados Portugueses.
- Para medir o querer dos desempregados Portugueses.
- Para medir a atitude perante a crise, dos jovens Portugueses.
- Para medir o comodismo dos que nunca dão a cara, mas nunca recusam os benefícios conseguidos pelos que dão o peito às balas.

sábado, 15 de maio de 2010

ACONTECE A TODOS...





Meu amor gosto de ti
Não te zangues comigo
Por este caminho, já vi
Vou ficar de castigo.

Lavo a roupa, lavo o chão
E semeio batatas na horta
Arranca-me o coração
Mas não me ponhas os sacos à porta.

Sei que me vira cambalear
Reconheço que ia bem bebido
Mas para quê castigar
Quem se espalhou ao comprido.

Se dizem que lhe pisquei o olho
Foi por o vinho ser de saldo
Se calhar exagerei no molho
E acabei por entornar o caldo.

Juro que estou inocente
(não sei porque faço figas)
Não sou desse tipo de gente
Nem ela vai em cantigas.

A culpa foi do Rodrigues
Mas serviu-me de lembrete
Meu amor não me castigues
Nem me ponhas no tapete.

Raios parta o raio do vinho
Gostoso mas traiçoeiro
Fui corrido do meu cantinho
E ainda fiquei de “sequeiro”.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Revolução dos Cocos - Coconut Revolution - Bougainville Our Island Our Fight (1999)

Impotentes perante um mundo capitalista selvagem? Vejam isto então...




(Reino Unido, 1999, 50min. - Direção: Dom Rotheroe)

Imperdível !!! A história contada por esse documentário é tão incrível, que poderia ser uma fábula.

Imagine a população de uma ilha - desapropriada por uma concessão de extração de cobre – cansada de ver suas matas serem destruídas, sabotam as instalações da maior empresa mineradora do mundo.
Depois disso, enfrentam com flechas, as metralhadoras do país que domina a ilha, depois enfrentam o militares da Austrália, depois os mercenários e um embargo de 7 anos.
Como conseguir armas, alimentos, combustíveis, energia eléctrica e medicamentos com o embargo?
Criatividade, optimismo e força de vontade transformaram esse povo da ilha de Bougainville num dos melhores exemplos de sustentabilidade e resistência do mundo.
Talvez, juntamente com "The Take" o mais belo documentário aqui postado.
(Sinopse original do docverdade)

Revolução dos Cocos no youtube


Torrent - Legendas pt-br

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"CREDO"(Creio)



Em período de visita Papal, parece natural que as coisas relacionadas com Cristo pareçam mais presentes.
Mas nem todos creiem da mesma maneira. Hoje deixo-vos um poema de uma canção da cantora Cubana Elsa Baeza, cuja interpretação podem ver AQUI.
Digam lá se não é uma visão...proletária?.


Creio Senhor firmemente,
Que da tua pródiga mente
Todo o Mundo nasceu.
Que da tua mão de artista,
De pintor primitivista
A beleza floresceu.
As estrelas e a lua,
As casas e o luar,
Os barcos navegando
Sobre o rio rumo ao mar.
Os imensos campos verdes
A formosura das rosas,
E os bosques mutilados
Por mãos tão criminosas

Creio em vós, arquitecto engenheiro
Artesão e carpinteiro, pedreiro e armador
Creio em vós, construtor do pensamento
Da música e do vento, da paz e do amor.

Eu creio em vós, Cristo operário, da morte vencedor
Luz de luz e verdadeiro unigénito de Deus
Que para salvar o mundo
No ventre humilde e puro, de Maria se encarnou
Creio que foste golpeado, com escárnio torturado
Na cruz martirizado, sendo Pilatos Pretor
O romano imperialista, assassino e demente
Que lavando as suas mãos, queria ficar inocente

Creio em vós companheiro
Cristo humano, Cristo operário, da morte vencedor
Com sacrifício imenso, inventaste um homem novo
Para a libertação
Vós estais ressuscitado em cada braço que se levanta
Para defender o Povo do domínio explorador
Porque estás vivo no campo, na fabrica e na escola
Creio na tua luta sem tréguas, creio na tua ressurreição

A INTERVENÇÂO CRISTÃ



"É preciso que os Cristãos tenham uma intervenção activa nos problemas reais deste País e deste Povo."

(Carvalho da Silva, à saída do CCB, depois de um encontro entre intelectuais, e o Papa)


O que é preciso, é que os Cristãos não se limitem a lutar por um lugar para ver o Papa, mas que lutem principalmente por um lugar para todos nós, numa sociedade mais justa e mais solidária, onde os que de facto produzem não sejam obrigados a pagar as crises fomentadas pelos batoteiros dos casinos bancários, e pela inoperância cúmplice de governos de honestidade duvidosa.

terça-feira, 11 de maio de 2010

PORTUGAL (bem) VISTO DE ESPANHA


Para quem acha que de Espanha nem bom vento, nem bom casamento, aqui está a prova do contrario. Magnifico documentário sobre o nosso país, feito pela televisão pública Espanhola.
Se tiverem paciência, vale a pena ver AQUI.

domingo, 9 de maio de 2010

CAMPEÕES



Hoje vou celebrar. Vou dormir com o meu cascol, sonhar que estou voando nas asas da gloriosa Fénix, e acordar convicto de que adorar esta Religião é tão racional como a qualquer outra.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

AS PALAVRAS DOS OUTROS


De uma forma ou de outra, o transito tem de ser regulado, mas...

"Anónimo Anónimo disse...

@21:59

Toda a História da Civilização é a história da incessante luta do Homem na sua tentativa para alcançar o domínio sobre a Natureza. Até aos tempos mais recentes, para aí até à geração actual, foi assim.

Hoje, a Humanidade, ou pelo menos parte dela, já percebeu que não pode continuar a gastar e transformar desenfreadamente os recursos naturais, ignorando as consequências suicidárias desse acto.
O terceiro calhau a contar do Sol tem prazo de validade, não é eterno, e esse facto só nos aconselha a fazer uma gestão cuidadosa dos haveres patrimoniais que cá existem, garantindo a sua continuidade para que os que hão-de vir, afim de que estes não nos acusem mais tarde de termos sido egoístas, inconscientes, lerdos, etc.

Desse inventário patrimonial da Terra faz parte tudo aquilo que ao longo de milhões de anos, as forças da Natureza foram moldando e que, só muito recentemente, o Homem foi adaptando à sua conveniência.
O valor da paisagem natural procede, portanto, quer do seu carácter intemporal face ao período de uma vida humana, quer da irrefutabilidade da sua totalidade organizada ou, ainda, da impossibilidade de ser criada pelo próprio Homem. Este, mestre e senhor de (quase) tudo o que existe, possuidor de uma máquina extraordinária chamada Pensamento, desde que disso há conhecimento, intervém com a sua acção no meio ambiente circundante, estabelecendo colónias e acomodando-o à sua escala. É a humanização: fez do melhor e do pior que há, como bem se sabe.

E o que tem toda esta conversa a ver com um obelisco metálico que, visto do local donde foi tirada a foto, parece presidir à espacialidade em questão, sob a forma de sinal que proíbe estacionar no meio de um descampado?
Tudo e nada.
Há pessoas que olham para o Mundo como ele é, e perguntam: Porquê?
Outras olham para o Mundo como ele devia ser e também perguntam porquê.

Estamos certos da piedosa intenção que determinou a sua origem. Todavia, ela não desculpa a ofensa à integridade paisagística de um sítio. Mais do que prevenir engarrafamentos ou perigos para a circulação automóvel, ele é, para olhares mais vernáculos, um sinal daquela atitude que continua ainda a necessitar de afirmar a presença humana no território duma forma tão vitoriosa e dominadora, quão insensível e caricata.
Disseminar pegadas tecnológicas por esse campo fora, como é o caso de sinais de trânsito, vedações, postes e linhas eléctricas e de telecomunicações, apesar da eminência da sua utilidade, contribui bastante para degradar as paisagens naturais.
Podiam e deviam ser encontradas outras soluções alternativas, caso a abordagem ecológica do Planeamento fosse tida em conta.

Nota: Toda e qualquer demonstração do erro deste raciocínio será bem vinda e devidamente aleluiada."

(Pode ver AQUI.)